Contra rastro homoafetivo, Bolsonaro barra termo ‘genitor’

11.07.2019 | 18h31

Contra rastro homoafetivo, Bolsonaro barra termo ‘genitor’

O processo de impressão da edição reformulada do “dicionário do Itamaraty”, que já barrou o termo “gênero” de seus documentos, além de outros consensuais entre países ocidentais ao longo de quase três décadas, agora, exige a substituição da palavra “genitor” por mãe ou pai dos passaportes. O objetivo é evitar qualquer rastro de filiação homoafetiva. O governo espera assim manter seu assento na Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). Apesar de o presidente ter feito referência ao passaporte, no documento brasileiro consta apenas o campo “filiação”. Os campos “genitor 1” e “genitor 2” estão presentes no formulário de solicitação de passaporte, lembra o Broadcast Político.

“Estamos disputando na ONU nossa candidatura à reeleição na Comissão de Direitos Humanos. Nossa pauta é baseada no fortalecimento das estruturas familiares e na exclusão das menções de gênero. O nosso Itamaraty, que tem à frente o embaixador Ernesto Araújo, em nosso passaporte nós estamos acabando com a história de ‘genitor 1’ e ‘genitor 2’. Estamos botando os termos pai e mãe”, afirmou o presidente Jair Bolsonaro a parlamentares evangélicos nesta quinta, 11.

Página da PF ativa às 16h12 deste 11 de julho de 2019

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