28.10.2018 | 21h27

Com Paulo Guedes, uma agenda liberal

Durante a campanha eleitoral, surgiram muitas dúvidas sobre a durabilidade do casamento entre Jair Bolsonaro e o economista Paulo Guedes. Boa parte dos analistas questionou a capacidade que Paulo Guedes terá para influenciar Bolsonaro e implementar a sua agenda liberalizante. Mas a própria escolha de  Guedes, um dos economistas mais liberais do País, para comandar a economia já representa um sinal claro dos rumos que Bolsonaro quer imprimir ao seu governo.

Desde já, pode-se dizer, sem medo de errar, que o intervencionismo petista, baseado na crença de que o governo precisa gastar mais com o objetivo de estimular a economia a crescer, para depois, com a suposta geração de receita adicional, cobrir o rombo nas contas públicas sem precisar fazer qualquer ajuste, ficará para trás. Como diz o economista e professor José Márcio Camargo, da PUC do Rio, talvez Paulo Guedes não consiga adotar uma política econômica tão liberal quanto gostaria, mas certamente ela será mais liberalizante que a da maioria dos governos desde 1930 — em especial que a implementada pelos governos petistas. / José Fucs


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