20.08.2018 | 20h09

Choque na direita por obras de Paulo Freire

Uma publicação feita no Twitter pelo ativista político Flavio Morgenstern, apoiador de Bolsonaro e responsável pelo site e pela revista digital Senso Incomum, gerou muita polêmica entre a “direita pitbull” e a “direita bem comportada”. No post, publicado durante o debate dos presidenciáveis na Rede TV na sexta-feira, 17, Morgenstern afirmou: “Educação só se resolve queimando livro de Paulo Freire em praça pública de noite, com tochas e cerimônia de malhar seu boneco”.


Diante da repercussão do comentário, Morgenstern disse que era “uma piada”, mas o estrago já estava feito. “É ali onde se começa a recomendar queima de livros que os extremos se encontram”, escreveu Rodrigo Constantino, um dos trombones da ala liberal-conservadora. “A direita floquinho de neve resolveu problematizar piadas e fazer tudo o que criticamos na esquerda”, retrucou o ativista Felipe Martins, colaborador do Senso Incomum. Até Olavo de Carvalho, guru da direita pitbull, veio em auxílio de Morgenstern, seu pupilo: “O Rodrigo Constantino e outros se juntaram para imprimir literalismo à piada”.

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