11.02.2019 | 23h00

Carta do BR18: Reforma da Previdência deve chegar semana que vem ao Congresso

Por Marcelo de Moraes*

Com a melhora do estado clínico do presidente Jair Bolsonaro, a reforma da Previdência deverá receber o aval para poder ser enviada para análise do Congresso na próxima semana. Existe a expectativa otimista de que o presidente poderá receber alta até sexta-feira e decidir sobre os pontos mais polêmicos da proposta, incluindo a ideia de igualar a idade mínima de aposentadoria em 65 anos para homens e mulheres.

Enquanto tudo indica que deve conseguir destravar a tramitação da reforma, o governo precisará enfrentar no Congresso as críticas da oposição à suposta tentativa de espionagem contra bispos da CNBB feita por ordem do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O ministro do GSI, general Augusto Heleno, nega a tentativa de espionagem, mas reconhece que o Planalto está preocupado com Sínodo dos bispos sobre a Amazônia, que acontecerá em outubro. O governo avalia que os religiosos poderão aproveitar o evento de alcance internacional para criticar a política ambiental e de proteção aos indígenas no evento. A oposição quer convocar o general Heleno para dar explicações sobre o caso no Congresso.

No Senado, ao contrário, um possível mal estar político foi eliminado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, arquivou o pedido de abertura de CPI para investigar a existência de “ativismo judicial” nos tribunais superiores.Depois de conseguir as 27 assinaturas necessárias para abrir a comissão, o senador Alessandro Vieira viu seus colegas retirarem o apoiamento ao pedido. Sem isso, Alcolumbre arquivou a chamada CPI da “Lava Toga”.


Enquanto isso, na Assembleia Legislativa de São Paulo, os partidos aquecem os tamborins para a eleição para presidente da Casa. Dois candidatos já estão confirmados: Janaína Paschoal, pelo PSL, que entra no jogo para acabar com o “puxadinho do Palácio dos Bandeirantes”, segundo palavras do presidente estadual da sigla, Major Olímpio. Já o Novo, acreditando que a advogada é “inviável” por sua postura “combativa”, lançou o jovem Daniel José. Quem não estará no jogo é o MDB, relegado ao segundo plano na Alesp.

Todos esses fatos políticos acabaram sendo ofuscados pelo peso da morte do jornalista e apresentador da Band Ricardo Boechat. Um dos maiores nomes da imprensa nacional, Boechat morreu na queda do helicóptero que o levava de Campinas para São Paulo, abreviando uma carreira brilhante. O jornalista recebeu ontem o reconhecimento público das principais autoridades do País, como o presidente Jair Bolsonaro, o presidente do Supremo, Dias Tóffoli, e os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, respectivamente, que lamentaram sua morte.

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*Colaborou Gustavo Zucchi

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