08.03.2019 | 23h00

Carta do BR18: Exonerações opõem Olavo de Carvalho ao governo Bolsonaro

Por Vera Magalhães*

A exoneração de quatro ex-alunos de Olavo de Carvalho de postos do Ministério da Educação, publicada no Diário Oficial da União União desta sexta-feira, foi o estopim para uma série de posts virulentos do polemista em suas redes sociais, em que diz que o governo Jair Bolsonaro está dominado por “pústulas” e exorta todos os seus pupilos com cargos no Executivo federal (número que estima na casa das dezenas) a deixarem seus postos e voltarem a uma vida de estudos.

O expurgo dos olavistas do MEC se dá depois da polêmica do envio de uma carta do ministro Vélez Rodrigues às escolas orientando a que crianças fossem filmadas perfiladas durante uma leitura de carta sua com o slogan do governo (depois revista), e que os vídeos fossem enviados para posterior propaganda institucional do governo de incentivo aos símbolos nacionais.

Enquanto mais uma polêmica da ala mais ideológica do governo agitava a sexta-feira de uma semana já tomada por essas controvérsias de temas banais, Bolsonaro defendeu a reforma da Previdência e procurou demonstrar otimismo ao prever que ela será aprovada ainda neste semestre. Fazendo coro ao próprio presidente, que já admitira rever esse ponto do projeto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), defendeu que a parte relativa à assistência social, incluída na reforma, seja separada do projeto que diz respeito à Previdência para não dificultar a tramitação.


Quem foi “blindado” pelo presidente, ao menos momentaneamente, foi o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Mesmo com novas revelações sobre o envolvimento dele com candidaturas laranjas em Minas Gerais aparecendo diariamente, Bolsonaro garantiu que irá aguardar o fim das investigações para tomar uma decisão sobre uma possível exoneração do aliado. O porta-voz do governo, Otávio Rêgo Barros, também disse que, por enquanto, Álvaro Antônio fica no cargo.

O Dia Internacional da Mulher teve uma programação especial no governo. Os ministros Sergio Moro e Damares Alves assinaram um acordo para aumentar a eficácia da proteção às mulheres vítimas de violência. Já a contribuição de Bolsonaro para celebrar a data foram um post no Twitter, em que chama as mulheres de “jóias raras”, e uma piada: o presidente disse que em seu governo que “pela primeira vez o número de ministros e ministras está equilibrado”, já que as duas mulheres no primeiro escalão do Planalto “valem por 10”.

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*Com colaboração de Gustavo Zucchi

 

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