01.02.2019 | 23h24

Carta do BR18: Câmara elege Rodrigo Maia, Senado não elege ninguém

Ano novo com cara velha. Começaram nesta sexta-feira, 1,  os trabalhos do Legislativo e do Judiciário. Mas, apesar da promessa de renovação, pouca coisa parece ter mudado. Especialmente o Senado deu um vexame: a sessão que deveria eleger o presidente teve muito barraco e pouca votação. Davi Alcolumbre (DEM-AP) chegou cedo, manobrou e conseguiu comandar a sessão. Mais do que isso, aprovou a votação aberta. Isso irritou (e muito) os aliados de Renan Calheiros, que se beneficiaria do voto secreto. Começou então um bate-boca com troca de ofensas e que teve até a senadora Kátia Abreu “roubando” a pasta de Alcolumbre, impedindo assim o prosseguimento da sessão. No final, a votação ficou para amanhã, 11h, na tentativa de impedir que Renan passe o final de semana articulando uma reviravolta.

Na Câmara, um velho conhecido voltou ao cargo de presidente, como era esperado. Rodrigo Maia teve uma votação tranquila e com 334 votos venceu sem preocupação. Ao menos não teve barraco. Além disso, é sinal de que, ao menos na Câmara, a agenda de reformas pode ter uma vida mais tranquila nas mãos do mais novo aliado do presidente Jair Bolsonaro. Ao contrário do Senado, onde mesmo que Onyx Lorenzoni consiga colocar Alcolumbre na presidência, a “fera ferida” Renan Calheiros promete dificultar as vontades do governo.

No Judiciário, o ano começou de forma mais tranquila. Dias Toffoli defendeu um pacto entre os três poderes em prol das reformas constitucionais. E reclamou que não quer o STF como “instância recursiva”. A abertura dos trabalhos do STF também significou que o pedido de Flávio Bolsonaro, que paralisou as investigações sobre Fabrício Queiroz, foi mandado diretamente para “a lata do lixo” pelo ministro Marco Aurélio Mello. Ou seja, o senador terá que dar explicações sobre o caso na Justiça do Rio de Janeiro.

E não poderia faltar a polêmica do dia dos ministros do governo Bolsonaro. No revezamento da ala mais ideológica, o dia foi novamente de Ricardo Vélez Rodrigues. Em entrevista, o ministro da Educação criticou as atitudes de brasileiros quando viajam para o exterior, chamando-os de “canibais” e acusando-os de “roubar os hotéis”.


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