25.02.2019 | 23h00

Carta do BR18: Brasil reforça moderação em relação à Venezuela

Por Vera Magalhães*

Diante do acirramento da tensão entre o ainda resistente regime de Nicolás Maduro e os Estados Unidos, o Brasil reforçou na reunião do Grupo de Lima o discurso da moderação.O vice-presidente Hamilton Mourão representou o Brasil no encontro e reforçou a política pacifista que o governo tem tentado manter desde o início da crise.”Devemos manter a linha da não intervenção”, avisou.

O tom brasileiro é algumas notas abaixo daquele adotado pelos Estados Unidos e mesmo pelo presidente encarregado da Venezuela, Juan Guaidó, que passou a admitir a possibilidade de deposição de Maduro por meio de uma ação militar externa — algo que o Brasil nem sequer cogita.

Enquanto os olhos dos militares e do Itamaraty estão postos sobre o vizinho em crise, no front interno o governo recebe alertas de aliados para a necessidade de montar sua articulação política e de enviar imediatamente o texto que tratará da Previdência dos militares. Mesmo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, reforçou a advertência, e ameaçou não instalar a CCJ enquanto não houver data marcada para envio do projeto dos militares.”Se não encaminhar as regras dos militares, vai atrasar”, avisou.


Já a ala mais ideológica do governo segue causando ruídos. A bomba do dia veio do MEC, que sob a batuta de Ricardo Vélez Rodrigues, enviou uma carta para diretores de colégios públicos e privados com um “pedido” para a volta as aulas: a mensagem (que contém o slogan do presidente, “Deus acima de tudo”) deve ser lida, os alunos devem cantar o hino nacional e toda a cerimônia deve ser gravada em vídeo e enviada ao ministério. A “requisição” será cobrada de Vélez Rodrigues, que estará em audiência no Senado nesta terça-feira.

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*Com colaboração de Gustavo Zucchi

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