12.03.2019 | 23h00

Carta do BR18: As primeiras prisões no caso Marielle e o início da ‘batalha’ pela reforma

Por Vera Magalhães*

Faltando dois dias para completar um ano do assassinato da vereadora Marielle Franco, a Polícia Federal começou a dar uma resposta para a pergunta: “Quem matou Marielle?”. Foram presos dois suspeitos de participar do assassinato da vereadora. Um deles, o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, acusado de ter desferido os tiros que mataram Marielle e o motorista Anderson Gomes, foi preso em sua residência no mesmo condomínio do presidente Jair Bolsonaro, na Barra da Tijuca, no Rio. A bancada do PSOL, na esteira das prisões, pediu a abertura de uma CPI das Milícias.

Enquanto isso, em Brasília, a “guerra” pela reforma da Previdência que o governo irá enfrentar no Congresso começa nesta quarta-feira, quando a Comissão de Constituição e Justiça na Câmara dos Deputados será instalada. A grande “batalha”, entretanto, deve ser na Comissão Especial, que discutirá o mérito da proposta.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que irá trabalhar para que, enquanto a reforma está na Câmara, o Senado debata proposta para tirar as vinculações de receitas do Orçamento da União. O senador Major Olímpio (PSL-SP) discorda e avisou que a Casa irá tratar de temas ligados ao combate à corrupção e segurança pública.


Já no MEC o ministro Ricardo Vélez Rodriguez sobreviveu mais um dia à guerra interna entre alas altamente ideologizadas e à fritura promovida pelo ex-padrinho Olavo de Carvalho, que o humilhou publicamente nas redes sociais. Ele acordou com o “guru” pedindo sua cabeça em termos nada corteses. Talvez em uma tentativa de “acalmar” o autoproclamado filósofo, Vélez encerrou o dia cumprindo a ordem que veio da Virgínia: exonerou Luiz Antonio Tozi, secretário executivo do MEC.

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*Colaborou Gustavo Zucchi

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