21.08.2018 | 10h11

Bolsonaro entre ‘jacobinos’ e ‘girondinos’ da direita

Depois da cisão ocorrida na greve dos caminhoneiros, uma publicação de um “bolsominion” no Twitter, que defendia a queima de livros do pedagogo Paulo Freire em caso de vitória de Jair Bolsonaro, provocou novas fissuras entre “jacobinos” e “girondinos” da direita. Segundo representantes dos “girondinos”, a intransigência e o radicalismo dos “jacobinos” pode comprometer o apoio dos moderados a JB e aproximá-los de Geraldo Alckmin, do PSDB.

“Liberais e conservadores de boa estirpe alertam: militantes fanáticos vão afastar moderados de Bolsonaro e ninguém vence sem os moderados”, diz o economista Rodrigo Constantino, um dos trombones dos “girondinos”, no Facebook. “Bolsonaro não é o verdadeiro inimigo. O verdadeiro inimigo é o pensamento totalitário — gnóstico — que se instaura dentro de nós e do qual não temos consciência”, afirma Martim Vasques da Cunha, doutor em filosofia política pela USP e também “porta-voz” dos “girondinos”, no Twitter. / José Fucs


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