07.01.2019 | 09h44

Bolsonaro e a receita da herança maldita

É impressionante como em várias áreas o início do governo Jair Bolsonaro replica práticas consagradas pelo PT, com o sinal ideológico trocado. A ordem agora é rever e expor contratos do governo Michel Temer, depois de uma transição amigável.

A disposição é salutar e deve de fato evitar o pagamento de contratos para lá de esquisitos, como a da tal criptomoeda indígena. O uso político desse pente-fino, no entanto, remete à tática de Lula logo que assumiu a Presidência e conseguiu fazer prosperar a narrativa de que FHC lhe deixou uma “herança maldita” –o que também serviu de desculpa, uma muleta mesmo, por anos, para todas as crises que seu governo enfrentou. / Vera Magalhães


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