14.08.2019 | 20h10

Bolsas têm dia de pânico com temor de recessão global

O pânico de uma recessão global fez com que as bolsas derretessem em todo o mundo, informa o Estadão. No Brasil, a trégua no mercado de câmbio durou pouco. Após cair a R$ 3,94 na mínima da terça-feira, o dólar subiu 1,79% nesta quarta-feira, 14, e fechou em R$ 4,0388 – maior valor desde 23 de maio. Indicadores fracos da atividade econômica na China e na Alemanha renovaram preocupações com a perda de fôlego da economia mundial e provocaram forte fuga de ativos de risco no mercado financeiro mundial.

Nos Estados Unidos, a inversão da curva dos rendimentos do títulos de 2 e 10 anos do Tesouro, mecanismo que historicamente não costuma falhar em prever recessões na maior economia do mundo, adicionou ainda mais preocupação nas mesas de operação em Wall Street. No mês, o dólar já acumula alta de 5,7%. Com o “tsunami de números negativos” vindos do exterior, o chefe da mesa de câmbio da Frente Corretora, Fabrizio Velloni, observa que o noticiário local positivo, como a aprovação da MP Liberdade Econômica, não conseguiu reverter o movimento de compra de dólares. O Ibovespa caiu quase 3%, com as vendas de ações por investidores estrangeiros pressionando ainda mais o câmbio. O cenário fez com que o Banco Central anunciasse a venda de dólares à vista das suas reservas internacionais, algo que não acontecia desde 3 de fevereiro de 2009.


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