11.08.2019 | 10h52

Batalha da reforma tributária vem por aí

A colunista do Estadão e editora do BR18, Vera Magalhães, aponta em sua coluna deste domingo, 11, a reforma tributária como a agenda prioritária da pauta econômica dos parlamentares neste segundo semestre. De três pilares que sustentam as mudanças propostas pelo governo, o mais “controverso” é o que “diz respeito aos impostos sobre renda e dividendos. A proposta do governo acaba com todas as deduções no IR e taxa dividendos, algo que deve causar ruído na classe média e mesmo com Bolsonaro, que tem dito que vai reduzir a tributação sobre renda”. Mas o pilar que deve causar, e já causa, mais barulho é o “que cria a tal CP, a Contribuição sobre Pagamentos. A alíquota seria de 0,2% em cada ponta (compra e venda) de todos os pagamentos, ainda que em espécie”. “A nova CP foi concebida inicialmente como um imposto acoplado à adoção do novo regime de capitalização previdenciária. Como ele não passou na discussão da reforma da Previdência, sua natureza mudou. O argumento de Guedes e sua equipe é que ela permitirá aumentar a base tributária em até 30%, incluindo a economia informal e reduzindo a sonegação”, escreve. Restará saber se a sociedade entenderá a mudança de discurso. “O primeiro a ser convencido, diga-se, será o presidente, que costuma ser cabeça-dura quanto a suas convicções. Vem uma batalha hercúlea por aí”, conclui.


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