05.02.2019 | 12h26

Acadêmico alerta contra ‘paralisia legislativa’

O presidencialismo de coalizão no Brasil encontra-se tanto com uma oposição desarticulada quanto com uma base de governo desorganizada. “O fato de termos hoje uma situação em que não há uma coalizão organizada nem de governo nem de oposição, isso pode apontar para um processo de paralisia legislativa e perda de qualidade de políticas públicas. É uma transição com enorme propensão a entrar em crise”, afirmou o cientista político Sérgio Abranches ao Estadão.

Isso porque o governo Bolsonaro “não restabeleceu e nem substituiu o modelo político. Segue sendo um modelo de presidencialismo de coalizão, mas que governa contra as regras do presidencialismo de coalizão. O Congresso também se desestruturou (com as eleições) e não consegue mais construir coalizões majoritárias e funcionais”. Abranches é autor do termo “presidencialismo de coalizão” criado em 1988, no contexto da transição política da época.


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