27.04.2019 | 12h00

A Opinião do Estadão: Os métodos de alfabetização

“Apesar de ter trocado o comando do Ministério da Educação (MEC), o governo do presidente Jair Bolsonaro manteve intocada uma polêmica diretriz em matéria de alfabetização anunciada logo após sua posse. Por meio de decreto assinado na primeira quinzena de abril, ele estabeleceu um método único de alfabetização como base para a política nacional que será implementada na área.

Trata-se do método fônico, que valoriza a aprendizagem a partir da associação entre um símbolo (a letra) e seu som (fonema), para depois chegar às palavras. O método fônico se opõe ao método global, que é adotado em muitos países desenvolvidos. Nesse método, baseado na corrente construtivista, o caminho costuma ser o inverso. A alfabetização parte de textos e experiências sobre as funções da linguagem para chegar às letras e sons, com o foco na compreensão da leitura. Para o secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim, o método global seria “fruto de uma preocupação exagerada com a construção de uma sociedade igualitária, democrática e pluralista” e com a formação de “leitores críticos, engajados e conscientes””, diz trecho de editorial do Estadão deste sábado, 27.


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