13.01.2019 | 17h00

A Opinião do Estadão: A volta do MPL

“O aumento de R$ 4 para R$ 4,30 nas passagens de ônibus, trem e metrô da cidade de São Paulo deu ao Movimento Passe Livre (MPL) o pretexto de que necessitava para voltar às ruas, interrompendo o trânsito entre a Praça do Patriarca e a Rua da Consolação, na última quinta-feira. Ao todo, 15 mil pessoas teriam participado do protesto, que terminou com a depredação de agências bancárias na Avenida Paulista e na Rua Bela Cintra, o tombamento de uma caçamba e a destruição de latas de lixo.

Ao justificar a manifestação, os líderes do movimento alegaram que o reajuste de 7,5% na tarifa do transporte público da capital ficou muito acima da inflação de 2018, que foi de 3,59%. Também afirmaram que, no plano federal, o governo aumentou o salário mínimo abaixo da inflação. E, misturando alhos com bugalhos, disseram ainda que a reforma trabalhista promovida em 2017 “pesou no bolso dos trabalhadores”. Diariamente, 9,5 milhões de passageiros utilizam os 14 mil ônibus que circulam pela cidade. No metrô, são mais de 3,7 milhões”. Trecho de editorial do Estadão deste domingo, 13.


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