30.08.2018 | 09h50

A ‘mão aberta’ de Temer para os servidores

O presidente Michel Temer cedeu mais uma vez ao corporativismo que tomou conta do País e desistiu de adiar de 2019 para 2020, segundo o Estadão,  o reajuste dos servidores do Executivo. Temer decidiu também, na quarta-feira, 29, confirmar o reajuste de 16,38% para os ministros do STF. O auxílio-moradia dos ministros, que corresponde em média a R$ 4,7 mil por mês, deverá ser incorporado aos salários e, na avaliação do presidente, deixará de existir.

Com a decisão o presidente eleito receberá de herança um quadro fiscal ainda mais grave do que o atual. Só com o aumento do funcionalismo, sem contar o “efeito cascata” do reajuste dos ministros do STF, que funciona como teto para o funcionalismo, calcula-se um gasto extra de R$ 6,9 bilhões em 2019.”Não farei mais uma medida provisória para adiar o reajuste, porque só teria alcance sobre os servidores do Executivo”, afirmou Temer. “O aumento no Legislativo e no Judiciário ocorreria de qualquer jeito”. / J.F.


VOLTAR PARA O ESTADÃO