19.11.2018 | 19h53

Dilma bate na tecla do ‘fascismo’

Derrotada na eleição para o Senado em Minas Gerais, a ex-presidente Dilma viveu momentos de glória ao discursar durante 50 minutos para uma plateia de “companheiros” no 1º Foro Mundial do Pensamento Crítico, em Buenos Aires, na Argentina — um evento que reúne políticos de esquerda da região, como os ex-presidentes do Uruguai, José Mujica, e da Argentina, Cristina Kirchner. Sob os gritos de “Lula livre”, Dilma voltou a insistir nas teses do PT de que “não há provas” que justifiquem a prisão de Lula e de que, com a vitória de Jair Bolsonaro, o fascismo se instalará no País.

‘Era inimaginável, no Brasil, que a extrema direita ganhasse um processo eleitoral‘ afirmou Dilma. “O Brasil entrou em uma rota trágica, porque nós corremos hoje o risco de sair de vez da democracia para um Estado neoliberal e neofascista”. O que exatamente seria isso é difícil dizer. Segundo ela, trata-se de “um regime de exceção diferente das ditaduras militares que conhecemos“. Dilma atribuiu a eleição de Bolsonaro à omissão do Brasil de julgar o que classificou como “terrorismo de Estado” praticado durante o regime militar. / J.F.

 

 

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