31.07.2018 | 17h48

Do Fucs: A devoção cega de Bolsonaro pelo regime militar (2)

Em sua obstinação em defender o regime militar, que para ele não foi resultado de um golpe, apesar da presença dos tanques nas ruas, o presidenciável Jair Bolsonaro zomba da inteligência dos brasileiros, como se fizesse parte das milícias do PT.  Tentando justificar o injustificável e negar o óbvio, ele se iguala no fanatismo aos petistas, quando afirmam que os regimes de Nicolás Maduro, na Venezuela, Raúl Castro, em Cuba, e de Daniel Ortega, na Nicarágua, são democráticos.

Contra todas as evidências, Bolsonaro questiona ou minimiza a prática de tortura naquele período. Nega a transformação do regime militar numa ditadura e a existência de censura nos meios de comunicação. Defende, ainda, o coronel Brilhante Ustra, condenado em segunda instância por ligação com a tortura, argumentando que ele não pode ser considerado culpado, porque sua condenação não transitou em julgado. Por fim, coloca em dúvida o assassinato de Vladimir Herzog nos porões do DOI-CODI, em São Paulo. Para defender o regime de 1964, porém, ele não precisaria negar a história. Mas, se assim não fosse, Bolsonaro, provavelmente, não seria Bolsonaro. (Leia a primeira parte da nota aqui) / José Fucs


VOLTAR PARA O ESTADÃO