14.03.2019 | 15h52

A desidratação da reforma (2)

Hoje, o que não falta dentro do Congresso é resistência contra a reforma da Previdência. Se algumas dessas objeções são baseadas numa insatisfação com o tratamento político recebido do governo, do outro há resistências sinceras contra pontos da proposta.

É quase consenso hoje na Câmara que se derrube a parte do texto que altera as regras para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Há também forte resistência contra a aposentadoria rural, tempo de aposentadoria para professores, idade mínima para mulheres e tempo de contribuição de 40 anos para servidores da iniciativa privada. Como nas contas da equipe econômica a reforma somente será proveitosa se resultar numa economia de R$ 1 trilhão em dez anos, essas possíveis desidratações poderiam cortar esse valor pela metade, justificando a queixa de Paulo Guedes contra cortes excessivos no projeto, sob pena de inviabilizá-lo. /M.M.


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