14.03.2019 | 15h49

A desidratação da reforma (1)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem deixado claro para seus interlocutores – políticos ou não – que se o Congresso desidratar demais a reforma da Previdência, não será possível efetuar as mudanças que se pretendem e os problemas do sistema serão apenas atenuados. Segundo deputados que almoçaram na quarta, 13, com o ministro, ele lembrou que o Congresso pode mexer na idade mínima da mulher se aposentar, na aposentadoria rural e outros pontos do texto. Mas não poderá reclamar que a proposta não resolveu a questão da Presidência. “A reforma não é minha. É do País”, disse Guedes, no almoço com os líderes da Câmara.

O problema é que, como nas tentativas anteriores, a discussão da reforma da Previdência sempre foi muito difícil dentro do Congresso. Há um consenso que as mudanças são necessárias, mas alguns dos pontos são considerados muito duros pelos parlamentares e serão “desidratados” mesmo. Só que essa mexida no texto do governo parece estar avançando para além do que a equipe econômica imaginava, colocando em risco o alcance da reforma (continua). /M.M.


Notícias relacionadas

Mais conteúdo sobre:

reforma da previdênciaPaulo Guedes
VOLTAR PARA O ESTADÃO