15.04.2019 | 09h52

A casa vai ser arrumada?

O governo tem duas frentes de batalhas estratégicas para enfrentar logo na abertura de uma semana encurtada pelo feriado da Páscoa. Na Comissão de Constituição e Justiça, vai começar a saber se, mesmo com sua fraca articulação política, conseguirá fazer o mínimo, que é aprovar o relatório da reforma da Previdência. Em tese, não deveria haver dificuldade para que isso fosse aprovado, já que a CCJ trata meramente da admissibilidade da proposta e não de seu mérito. Mas se conseguir tropeçar nas próprias pernas nessa discussão, mostrará uma fragilidade política maior do que se imaginava.

A segunda frente de operações se estenderá até terça e trata da polêmica ordem para que a Petrobrás suspendesse o aumento do preço do diesel para evitar o risco de uma nova paralisação dos caminhoneiros. De volta dos Estados Unidos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, se reúne hoje com o presidente e o assunto está na pauta. Até porque, no dia seguinte, Bolsonaro deve se reunir com dirigentes da estatal para saber quais são os critérios usados para se fixar o preço dos combustíveis. É de olho nessa ingerência do governo na Petrobrás que o mercado está atento. Conforme o desfecho das  conversas, ficará claro se a empresa voltará a ficar sujeita às decisões políticas do governo, como ocorreu no governo de Dilma Rousseff, e até onde vai a autonomia de Guedes no comando da economia. /M.M.


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