17.02.2019 | 08h02

A autocombustão do governo

Na sua coluna no Estadão, a editora do BR18 Vera Magalhães analisa como o governo frustrou as expectativas de quem esperava que a saída de Jair Bolsonaro do Hospital terminasse com a letargia que tomava conta do governo e começava a inquietar os defensores da aprovação da reforma da Previdência no Congresso. Mas Vera lembra que ocorreu algo completamente diferente: “a prioridade de Bolsonaro e família ao deixar o hospital não era a reforma da Previdência, mas incinerar um aliado nas redes sociais, sem se dar conta de que a chama poderia voltar e chamuscar o próprio governo”, escreve citando a crise que deverá custar a demissão do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gustavo Bebianno.

A colunista cita o “show de horrores” que foi todo o processo, causado pelo próprio presidente, seu filho Carlos e o ministro Bebianno e que pode causar ao governo sua autocombustão. “Um coquetel perigoso de despreparo, arrogância, autoritarismo e ingenuidade leva os Bolsonaros a jurarem que estão revolucionando a forma de fazer política e se comunicar, mas se esquecem de que as armas que usam para aniquilar inimigos (mesmo aqueles que eram amigos até ontem) podem se voltar contra eles. Afinal, se não há privacidade assegurada, vale tudo na selva das redes sociais”, explica Vera.


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