11.07.2018 | 20h53

Alckmistas refazem contas de alianças

Depois de apostar que o centro político acabaria se unindo em torno de Geraldo Alckmin, pré-candidato à Presidência pelo PSDB, a equipe de campanha do tucano começa a refazer os seus cálculos. Embora a tentativa de soltar Lula tenha aproximado o Centrão de Alckmin, o cenário está longe de representar o céu de brigadeiro imaginado semanas atrás pelos alckmistas.

O presidenciável Henrique Meirelles, do MDB de Temer, cuja desistência era dada como certa, agora já é visto como um dos que deverão se manter no pleito. O apoio do PP e do PR, que também parecia uma questão de tempo, já é dado como duvidoso. O PR poderá fechar com Jair Bolsonaro e o PP, com Ciro. É provável também que o PRB, de Flavio Rocha, siga na disputa com candidato próprio. O PSC, do economista Paulo Rabello de Castro, idem. A esperança é que o PSD, do ministro Gilberto Kassab, e o DEM, do deputado Rodrigo Maia, visto como a “jóia da coroa”, acabem apoiando Alckmin — e, mesmo assim, no PSD o ex-presidente do Sebrae Guilherme Afif tem ambições próprias. / José Fucs


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